Skip to content
Florença

Florença

O que fazer em Florença

Florença tem o Davi de Michelangelo, os túmulos que ele esculpiu para os Médici e, em Santa Croce, o próprio Michelangelo.

©

Entre as coisas para fazer em Florença, o Duomo vem primeiro: entrar na catedral não custa nada, e com o ingresso pago você sobe os 463 degraus por dentro da cúpula de Brunelleschi. Depois reserve horário na Galeria Uffizi, para Botticelli e Leonardo, e na Galeria da Academia, onde está o Davi de Michelangelo. O Firenze Card inclui cerca de 60 museus em 72 horas, entre eles esses dois, desde que você faça a reserva gratuita, mas não o Duomo. O cartão compensa a partir de quatro dos grandes museus: a Uffizi, a Academia, o Palazzo Vecchio e o Palácio Pitti.

O centro de Florença é pequeno e se atravessa a pé, com o Duomo no meio: a Piazza della Signoria, a Galeria Uffizi, o Museu do Bargello e Santa Croce ficam entre ele e o rio, e San Lorenzo, San Marco, a Galeria da Academia e Santa Maria Novella estão ao norte e a oeste. Do outro lado da Ponte Vecchio, o Oltrarno tem a Capela Brancacci, o Palácio Pitti, o Jardim de Boboli e a vista do Piazzale Michelangelo. Até Fiesole, a cidade na colina acima de Florença, se sobe de ônibus, e Pisa e Siena, a uma hora ou pouco mais, dão para fazer em bate-volta.

Veja se você economiza, e quanto

Qual passe de Florença compensa para a sua viagem?

Escolha quantos dias você tem e o que quer ver. A calculadora soma ingressos e viagens, compara com o cartão e diz na hora se compensa, e quanto, com os preços de hoje. Sem e-mail e sem cadastro.

Passo 1 de 3

Quantos dias e quem vai?

Adultos
2

Mapa do que fazer em Florença

Descrito nesta páginaTambém na nossa lista

Duomo de Florença e cúpula de Brunelleschi

O interior da cúpula de Brunelleschi visto do piso da catedral, coberto pelos afrescos do Juízo Final, com o óculo da lanterna no centro
Dentro da cúpula de Brunelleschi, sob os afrescos do Juízo Final Foto: Livioandronico2013, CC BY-SA 4.0

O que fazer em Florença começa pela cúpula vermelha que coroa o Duomo, a catedral de Santa Maria del Fiore, obra de Brunelleschi, um dos arquitetos que deram início ao Renascimento. Para entrar na catedral, sob a cúpula, não se paga nada nem se compra ingresso, mas o horário é curto (das 10h15 às 15h45, de segunda a sábado), e tanto homens quanto mulheres precisam estar com ombros e joelhos cobertos.

A cúpula vermelha do Duomo e o campanário de Giotto se elevando acima dos telhados de Florença
A cúpula e o campanário de Giotto sobre os telhados de Florença Foto: CEphoto, Uwe Aranas, CC BY-SA 3.0

O ingresso é para a subida: 463 degraus entre as cascas interna e externa da cúpula, sem elevador, até um terraço bem acima da Piazza del Duomo. Não existe ingresso só da cúpula, por isso a subida vem sempre junto com o Campanário de Giotto, o Batistério, o Museu da Opera del Duomo e Santa Reparata, a igreja anterior, que fica sob o piso da catedral.

O horário da subida é definido na reserva e não pode ser alterado. Antes de você subir, a equipe confere o nome no ingresso com o seu documento de identidade: leve o mesmo documento que usou na reserva. A cúpula em si fica fechada de 16 a 20 de novembro de 2026.

O Firenze Card não inclui o Duomo, e nenhum outro passe inclui a cúpula. O nosso ingresso com a subida custa € 58.

Palazzo Vecchio

O Salone dei Cinquecento visto da sacada, com o teto dourado de caixotões, as grandes pinturas nas paredes e o grupo de esculturas ao longo dos muros
O Salone dei Cinquecento no Palazzo Vecchio Foto: Eusebius, CC BY 3.0

Do Duomo, uma caminhada pelas ruas de pedestres do centro leva até a Piazza della Signoria e o Palazzo Vecchio, construído a partir de 1299 para os homens que governavam a cidade medieval. A câmara municipal de Florença ainda se reúne lá dentro. No primeiro andar fica o Salone dei Cinquecento, a sala que Leonardo e Michelangelo foram contratados para pintar, embora nenhum dos dois a tenha terminado.

A Torre de Arnolfo se ergue 95 metros acima da praça, com mais de 200 degraus e sem elevador. No meio da subida ficam as celas onde Savonarola, o pregador dominicano, aguardou em 1498 a execução na praça logo abaixo.

O museu e a torre têm ingressos separados, e a torre, onde a subida tem horário marcado, fecha quando chove. O Palazzo Vecchio abre todos os dias, mas às quintas-feiras o museu e a torre fecham às 14h. Menores de 18 anos entram no museu de graça. Com o Firenze Card, você reserva o museu e a torre pela internet antes de ir, sem custo.

Galeria Uffizi

A sala de Botticelli na Uffizi, com O Nascimento de Vênus num nicho iluminado na parede do fundo e outros painéis de Botticelli ao redor
O Nascimento de Vênus de Botticelli, no fim da sala dele na Uffizi Foto: Fabrizio Garrisi, CC0

Bem ao lado da praça fica o longo prédio da Galeria Uffizi, projetado por Giorgio Vasari para os Médici, a família de banqueiros que governou Florença. Vasari, pintor além de arquiteto, também remodelou o Palazzo Vecchio para Cosimo I, duque de Florença.

Nos corredores da Uffizi ficam estátuas antigas da coleção dos Médici, e as salas que se abrem para eles mostram a pintura italiana de Giotto em diante. Botticelli tem uma sala só dele, com O Nascimento de Vênus num nicho iluminado na parede do fundo. Leonardo da Vinci tem outra, com a Adoração dos Magos, que deixou inacabada.

O corredor do andar superior da Uffizi, com teto pintado, janelas altas e estátuas antigas ao longo das paredes
O corredor do andar superior da Uffizi Foto: Luca Aless, CC BY-SA 4.0

Quem reserva com antecedência fixa o dia e o horário. Cada ingresso leva o nome do visitante, conferido com passaporte ou documento de identidade. Como todos os museus estatais da Itália, a Uffizi tem entrada gratuita para todos no primeiro domingo do mês, quando ninguém pode reservar, e para menores de 18 anos em qualquer dia. A galeria fecha às segundas-feiras.

O Firenze Card inclui a Uffizi desde que cada portador reserve um horário, sem custo, e é com essa reserva que você passa pela entrada prioritária. A página sobre o Firenze Card e os outros passes de Florença faz a conta e mostra se, para os museus da sua lista, o cartão sai melhor que os ingressos avulsos.

Ponte Vecchio e Corredor Vasariano

A Ponte Vecchio vista rio acima, com as joalherias projetadas sobre o Arno em suportes de madeira e o Corredor Vasariano no alto, numa fileira de janelinhas quadradas
A Ponte Vecchio vista da Ponte alle Grazie, com o Corredor Vasariano no alto Foto: Ingo Mehling, CC BY-SA 4.0

A Ponte Vecchio, a quatro minutos a pé da Uffizi, tem uma fileira de joalherias de cada lado, suspensas sobre o Arno. Quando o exército alemão se retirou de Florença, em agosto de 1944, explodiu todas as outras pontes da cidade e poupou esta: em vez disso, destruiu os prédios medievais das duas cabeceiras para cortar a passagem. A ponte que sobrou, a mais antiga de Florença, está de pé desde 1345, quando foi reconstruída depois de uma enchente.

As primeiras lojas eram de açougueiros, que jogavam os restos no rio, até que Fernando I de Médici, o grão-duque, entregou a ponte a ourives e joalheiros em 1593. No meio da travessia, as lojas dão lugar a um trecho aberto com um busto de Benvenuto Cellini, o ourives do século 16, e uma vista rio acima e rio abaixo. A ponte é uma rua, de passagem livre e aberta a qualquer hora: atravesse de manhã cedo, antes da multidão do dia, ou volte depois de escurecer, quando os joalheiros já fecharam as portas de madeira e as lojas parecem uma fileira de baús.

A fileira de janelinhas acima das lojas, no lado voltado rio acima, é o Corredor Vasariano. Para vê-lo inteiro, vá à Ponte alle Grazie, a ponte seguinte rio acima. Vasari, o arquiteto da Uffizi, construiu o corredor para Cosimo I em 1565, em cerca de cinco meses, a tempo de um casamento dos Médici. O corredor permitia à família ir a pé de casa, no Palácio Pitti, até o Palazzo Vecchio, onde governava.

O Corredor Vasariano, uma passagem de reboco amarelo sobre mísulas de pedra, passando pela Torre dei Mannelli junto à Ponte Vecchio
O Corredor Vasariano na Ponte Vecchio Foto: Sailko, CC BY 3.0

O corredor reabriu em dezembro de 2024, sem nada pendurado nas paredes. A visita é num só sentido, em grupo e com horário marcado: cerca de 750 metros do primeiro andar da Uffizi, por cima do rio, até o Jardim de Boboli, com saída no pátio do Palácio Pitti. O Firenze Card não inclui o corredor, e o único jeito de entrar é com um ingresso que também vale para a Uffizi, já que a visita começa pela galeria, duas horas antes. O nosso custa € 79, com um app de audioguia no celular, e não pode ser cancelado.

Museu do Bargello

O Davi de bronze de Donatello, um jovem nu de chapéu de aba larga e botas, de pé sobre a cabeça de Golias
O Davi de bronze de Donatello, no Bargello Foto: Rufus46, CC BY-SA 3.0

De volta ao lado do rio onde fica a Uffizi, perto da Piazza della Signoria e do Duomo, está o Bargello, o palácio que serviu de modelo para o Palazzo Vecchio. Começou a ser erguido em 1255 para os magistrados da cidade, depois passou ao bargello, o chefe de polícia de Florença (daí o nome), e também serviu de prisão antes de as salas se encherem de esculturas.

O Baco de Michelangelo, a primeira grande estátua que ele fez em Roma, ergue aqui a sua taça, com um pequeno sátiro ao lado. Donatello, um dos grandes escultores do início do Renascimento, tem uma sala só dele, onde o Davi de bronze, de chapéu de aba larga, está sobre a cabeça de Golias.

Não é preciso reservar, e o museu fecha às segundas-feiras. Desde março de 2026, o Bargello e a Academia são administrados em conjunto, com o mesmo horário, o que facilita ver o Davi e o Baco de Michelangelo na mesma viagem.

Basílica de Santa Croce

O túmulo de Michelangelo em Santa Croce, com o busto acima de um sarcófago de mármore e três figuras sentadas de mármore ao redor
O túmulo de Michelangelo em Santa Croce Foto: Richard Mortel, CC BY 2.0

A oito minutos a pé do Bargello, no fundo da longa Piazza Santa Croce, fica a basílica onde estão enterrados Michelangelo e Galileu. Michelangelo morreu em Roma em 1564 e seu corpo foi levado de volta a Florença para repousar aqui. Galileu, condenado pela Igreja em 1633, teve de esperar até 1737 por um enterro cristão na mesma igreja.

Maquiavel e Rossini também estão sepultados aqui, mas o monumento a Dante está vazio: o poeta está enterrado em Ravena. Perto do altar-mor, Giotto pintou afrescos em duas das capelas. No fim do primeiro claustro fica a Capela Pazzi, de Brunelleschi.

Um único ingresso vale para a basílica, os claustros, a Capela Pazzi e o museu, onde está o Crucifixo que Cimabue pintou e que virou o símbolo da enchente de 1966. Quem vai por conta própria não precisa reservar. Santa Croce abre às 9h30 de segunda a sábado, mas aos domingos só a partir das 14h. Na porta, a equipe confere se joelhos e ombros estão cobertos.

San Lorenzo e Capelas Mediceias

A Cappella dei Principi, octogonal, em Florença, revestida de mármore embutido e pedras duras, com os sarcófagos dos grão-duques Médici ao longo das paredes
A Cappella dei Principi, nas Capelas Mediceias Foto: Francesco Bini, CC BY-SA 4.0

Os túmulos que Michelangelo esculpiu para os Médici ficam do outro lado do centro, ao norte do Duomo, em San Lorenzo, a igreja paroquial da família. Atrás da igreja, as Capelas Mediceias são o jazigo da família: a cripta dos grão-duques, a Cappella dei Principi logo acima, revestida de mármore embutido e pedras duras, e a Sacristia Nova de Michelangelo, onde a Noite, o Dia, a Aurora e o Crepúsculo repousam sobre os túmulos de dois duques Médici.

As capelas, que fecham às segundas-feiras, têm porta própria, na praça atrás da basílica, e ingresso próprio, com reserva opcional.

A nave de San Lorenzo, em Florença, com colunas de pedra cinza e arcos redondos sob um teto plano de caixotões
A nave de Brunelleschi em San Lorenzo Foto: Sailko, CC BY-SA 4.0

A basílica, na frente, é outra visita. Brunelleschi projetou as colunas de pedra cinza e os arcos redondos da igreja e também a Sacristia Velha, ao lado, que Donatello decorou. Igreja e sacristia se visitam com o mesmo ingresso, comprado na porta, que também vale para os claustros, o tesouro e a cripta.

San Lorenzo abre de segunda a sábado, o que faz da basílica uma boa parada na segunda-feira, dia em que as capelas estão fechadas. A Biblioteca Laurenziana, ao lado, com a escadaria feita segundo o projeto de Michelangelo, tem ingresso próprio e abre só de manhã, de segunda a sexta.

Museu de San Marco

O afresco da Anunciação de Fra Angelico em San Marco, com o anjo ajoelhado diante da Virgem sentada dentro de uma loggia
A Anunciação de Fra Angelico em San Marco Foto: Richard Mortel, CC BY 2.0

Os Médici também financiaram San Marco. Cosimo de Médici, chefe da família, mandou o arquiteto Michelozzo construir o convento entre 1437 e 1443 e, enquanto a obra avançava, o pintor Fra Angelico cobriu de afrescos as celas onde os frades dormiam, no andar de cima.

Assim, você vê as pinturas de Fra Angelico nos lugares para os quais foram feitas, e o museu guarda a maior coleção da obra dele no mundo, além da biblioteca de Michelozzo, a primeira biblioteca pública do Renascimento.

San Marco abre só de manhã, de terça a domingo: a última entrada é às 12h45 e o andar de cima fecha às 13h30, por isso chegue cedo e suba primeiro. A reserva é opcional.

Galeria da Academia e o Davi de Michelangelo

O longo salão da Galeria da Academia, com os Prisioneiros inacabados de Michelangelo dos dois lados e o Davi sob a claraboia no fundo
O Salão dos Prisioneiros, com o Davi no fundo Foto: Francesco Bini, CC BY-SA 4.0

Bem perto de San Marco fica a Galeria da Academia, e dá para ver as duas com calma na mesma manhã, desde que San Marco venha primeiro: as celas fecham às 13h30, enquanto a Academia fica aberta até as 18h50. Na Academia está o Davi de Michelangelo, sob uma cúpula de vidro que deixa entrar a luz do dia, no fim de um longo salão ladeado pelos Prisioneiros, figuras que o escultor deixou meio libertas do mármore bruto.

Reservar não é obrigatório, mas a galeria avisa que a espera para entrar sem reserva pode ser longa. Assim como o Bargello, a Academia fecha às segundas-feiras. Menores de 18 anos entram de graça e retiram o ingresso no balcão, com um documento de identidade.

O Firenze Card inclui a Academia, mas a reserva gratuita é obrigatória e não pode ser feita pela internet: você liga ou vai a uma das bilheterias do cartão, como a My Accademia, na Via Ricasoli.

Santa Maria Novella

O afresco da Santíssima Trindade de Masaccio, com Cristo na cruz entre a Virgem e São João e os doadores ajoelhados de cada lado
A Trindade de Masaccio, em Santa Maria Novella Foto: Masaccio, Public domain

Santa Maria Novella, a basílica dominicana ao lado da estação de trem, abre às segundas-feiras: guarde essa visita para o dia em que a Academia e a Uffizi fecham. A fachada de mármore verde e branco foi concluída por Leon Battista Alberti, arquiteto renascentista.

Lá dentro está a Trindade que o pintor Masaccio fez por volta de 1427, a primeira pintura monumental do Renascimento a usar perspectiva linear, de modo que a abóbada atrás de Cristo parece abrir uma capela na parede maciça. O crucifixo pintado por Giotto está pendurado na nave, e o mesmo ingresso dá acesso aos claustros e à Capela Espanhola, coberta de afrescos.

A bilheteria abre tarde às sextas-feiras, às 11h, e aos domingos, às 13h. A entrada gratuita do primeiro domingo do mês vale só para moradores da região. Bolsas grandes e malas de rodinhas não entram, o que pega de surpresa quem chega direto do trem.

Capela Brancacci

O afresco de Masaccio com Adão e Eva expulsos do Éden, as duas figuras nuas chorando enquanto caminham para a frente
Adão e Eva expulsos do Éden, de Masaccio Foto: Masaccio, Public domain

Há mais Masaccio do outro lado do Arno, no Oltrarno. Por volta de 1423, ele e outro pintor, Masolino, começaram a pintar a vida de São Pedro nas paredes da Capela Brancacci, e um terceiro, Filippino Lippi, terminou o trabalho cerca de sessenta anos depois. Procure primeiro a cena de Masaccio em que Adão e Eva deixam o Éden em lágrimas.

A capela pertence a uma igreja, mas tem porta própria, com a bilheteria na Piazza del Carmine, 14, do outro lado do rio, aonde se chega a pé a partir do centro. Como a capela é pequena, entram até dez pessoas por vez, por 30 minutos, e é a reserva que garante a sua vaga.

A Capela Brancacci fecha às terças-feiras; aos domingos, só abre a partir das 13h. Com o Firenze Card, cada portador precisa reservar o próprio horário, sem custo.

Palácio Pitti e Jardim de Boboli

O Kaffeehaus, o pequeno pavilhão do século 18 no terraço do jardim, com os telhados de Florença e a cúpula do Duomo no vale abaixo
O Kaffeehaus no Jardim de Boboli, com o Duomo lá embaixo Foto: Armin Kleiner, CC BY-SA 4.0

Também no Oltrarno, o Palácio Pitti reúne vários museus sob um só teto. Na Galeria Palatina, os quadros ficam bem juntos, em molduras douradas, sob abóbadas com afrescos. No mesmo prédio estão os Apartamentos Reais, a Galeria de Arte Moderna e a Galeria do Traje.

A Sala di Giove na Galeria Palatina, com tapeçarias vermelhas nas paredes, molduras douradas e um teto com afrescos
A Sala di Giove, Galeria Palatina Foto: Francesco Bini, CC BY-SA 4.0

Atrás do palácio, o Jardim de Boboli sobe a encosta, passa por um anfiteatro de pedra e pela fonte de Netuno e chega ao Kaffeehaus, um pavilhão do século 18 com a cúpula do Duomo à vista lá embaixo.

Os degraus de pedra do anfiteatro de Boboli em volta de um gramado central
O anfiteatro do Jardim de Boboli Foto: Francesco Bini, CC BY-SA 4.0

Um único ingresso vale para o palácio e o jardim, e não é preciso reservar. O palácio fecha às segundas-feiras, enquanto o jardim fica aberto nesses dias, exceto na primeira e na última segunda-feira do mês. Algumas salas, entre elas o Tesouro dos Grão-Duques, estão fechadas para obras por enquanto.

Com o Firenze Card, você primeiro retira um ingresso para o circuito do palácio no Cortile degli Ammannati, o pátio interno, e reserva os Apartamentos Reais pela internet, sem custo. Se a Uffizi também estiver na sua lista, o passe de cinco dias da própria galeria, o Passepartout, vale para a Uffizi, o Pitti e o Boboli e custa menos que os ingressos separados, desde que a Uffizi seja a primeira visita.

Piazzale Michelangelo e San Miniato al Monte

Florença ao pôr do sol vista do Piazzale Michelangelo, com a Ponte Vecchio sobre o Arno à esquerda, a torre do Palazzo Vecchio no meio e a cúpula e o campanário do Duomo à direita
Florença vista do Piazzale Michelangelo ao pôr do sol Foto: Diego Delso, CC BY-SA 4.0

A leste do Jardim de Boboli, o Piazzale Michelangelo é o terraço com a vista mais conhecida de Florença: do outro lado do Arno, a Ponte Vecchio, a torre do Palazzo Vecchio e a cúpula do Duomo aparecem todas de uma vez. O pôr do sol é a hora de ir, e, como a praça é pública, não há nada a pagar. O Davi no meio da praça é uma cópia de bronze, e as quatro figuras reclinadas em volta dele repetem a Noite, o Dia, a Aurora e o Crepúsculo dos túmulos dos Médici em San Lorenzo, porque Giuseppe Poggi, o arquiteto, planejou a praça inteira como uma homenagem a Michelangelo.

O sol se põe por volta das 16h40 em dezembro, perto das 17h no início de novembro e em janeiro, por volta das 19h30 em meados de setembro, perto das 20h em meados de abril e só às 21h no fim de junho. Da Ponte Vecchio são cerca de 25 minutos a pé: para leste pela margem do Oltrarno até a torre da Porta San Niccolò e depois escada acima pelas Rampe del Poggi, que Poggi construiu com grutas e fontes entre os lances, iluminadas depois de escurecer. A alternativa é o ônibus 13, que sobe pela estrada, com a passagem urbana (€ 2, válida por 90 minutos).

San Miniato al Monte fica cerca de 500 metros mais acima, por outra escadaria: uma igreja românica com a fachada de mármore branco e verde e, no topo, a águia de bronze da corporação dos mercadores de tecidos, patrona da igreja durante séculos. A história começa em 1018, quando um pequeno oratório dedicado a Minias, ou Miniato, o primeiro mártir cristão de Florença, foi reconstruído como igreja. Segundo a lenda, Miniato foi decapitado na margem do Arno e subiu esta colina carregando a própria cabeça. Antes de entrar, vire-se no topo da escadaria para ver a cidade de um ponto mais alto que o do Piazzale.

A fachada de mármore branco e verde de San Miniato al Monte, com um mosaico dourado, vista da escadaria abaixo
A fachada de San Miniato al Monte Foto: Mykola_Pokalyuk, CC BY-SA 4.0

A entrada na igreja é gratuita, sem reserva, das 9h30 (8h15 aos domingos) às 19h, com intervalo das 13h às 15h30. Os monges da igreja cantam a missa do fim da tarde em latim, com canto gregoriano, às 18h nos dias de semana e às 17h30 aos domingos, e as Vésperas vêm em seguida, todos os dias às 18h30. De novembro a janeiro, sobra tempo para ver o pôr do sol do Piazzale e depois subir para ouvir o canto, embora durante a celebração você só possa ouvir, sem percorrer a igreja.

Fiesole, na colina acima de Florença

Os três arcos que restam das termas romanas de Fiesole, emoldurando ciprestes e uma encosta verde
Os arcos das termas romanas de Fiesole Foto: Mediatus, CC BY-SA 3.0

Para outra vista da cidade, pegue o ônibus 7 na Piazza San Marco até Fiesole, a cidade na colina acima de Florença, numa viagem de 20 a 25 minutos. Do alto, Florença inteira se estende pela planície, com a cúpula da catedral no meio.

Fiesole foi etrusca e depois romana. A área arqueológica guarda os degraus de pedra de um teatro romano, ainda usado para espetáculos no verão europeu, com os arcos das termas abaixo e as fundações de um templo que os romanos reconstruíram sobre outro, etrusco.

Você compra o ingresso no balcão, sem horário para reservar, e deixa ali um documento de identidade durante a visita. De novembro a fevereiro a área fecha às 15h (a bilheteria, às 14h30) e não abre às terças-feiras, por isso pegue um ônibus de manhã. O Firenze Card inclui a área arqueológica, com o seu museu, e o Museu Bandini, que abre só de sexta a domingo. O ônibus não está incluído no cartão.

Bate-voltas de Florença a Pisa e Siena

A Piazza dei Miracoli, com a fachada de mármore da catedral no centro, o Batistério à esquerda e a Torre Inclinada à direita
A Piazza dei Miracoli de Pisa, com a Torre Inclinada à direita Foto: Gianni Careddu, CC BY-SA 4.0

Mais longe, Pisa e Siena dão um bate-volta cada uma, e nenhuma das duas está no Firenze Card. Pisa fica a cerca de uma hora de trem regional da estação Santa Maria Novella, mais uma caminhada de 25 minutos ou um ônibus até a Piazza dei Miracoli (a Praça dos Milagres), onde a Torre Inclinada, o campanário da catedral, tem cerca de cinco graus de inclinação.

O horário da subida é cumprido à risca, então deixe folga depois do trem, e toda bolsa vai antes para o guarda-volumes gratuito. Crianças podem subir se completarem 8 anos até o fim do ano. A entrada na catedral é gratuita, mas mesmo assim é preciso ter um passe, e todo ingresso da Torre inclui um.

A fachada e o campanário listrado da Catedral de Siena, em mármore preto e branco, vistos da praça
A Catedral de Siena e seu campanário listrado Foto: Spike, CC BY-SA 4.0

Da rodoviária de Florença, o ônibus 131 Rapida leva de 65 a 80 minutos até Siena, e é a catedral que decide a data da viagem: o piso, com cenas em mármore embutido, fica descoberto neste ano até 15 de novembro. Um único passe dá acesso à catedral, à Biblioteca Piccolomini (pintada de parede a parede por Pinturicchio), ao museu e à subida ao Facciatone, um muro que restou de uma catedral maior que Siena nunca terminou.

Aos domingos, a partir de 16 de novembro, a catedral em si só abre às 13h30, então comece pelo museu e pelo Facciatone. O percurso pelos telhados da catedral, a Porta do Céu, tem ingresso à parte, com horário marcado, e vale reservar com uma ou duas semanas de antecedência.

Florença

Todas as 37 atrações de Florença da nossa lista

Com o preço do ingresso onde vendemos um, e o passe que inclui cada atração.

Cartões turísticos

Cartões e passes turísticos de Florença

Escolha o que combina com a sua viagem. Os preços são por adulto, e você escolhe as datas na página seguinte.

As pessoas também perguntam

Perguntas frequentes

Qual é a atração número um em Florença?

Subir a cúpula de Brunelleschi no Duomo: 463 degraus entre as duas cascas até o terraço no alto, com um ingresso que também vale para o campanário, o Batistério e o Museu da Opera del Duomo. Para entrar na catedral, lá embaixo, não é preciso ingresso. Depois da cúpula vêm a Galeria Uffizi, para O Nascimento de Vênus de Botticelli, e a Galeria da Academia, para o Davi de Michelangelo.

O Firenze Card compensa?

Sim, desde que você visite quatro dos grandes museus nas 72 horas do cartão. O Firenze Card inclui cerca de 60 museus, uma vez cada, entre eles a Galeria Uffizi, a Galeria da Academia, o Palazzo Vecchio e o Palácio Pitti, mas não o Duomo. Se forem só a Uffizi e a Academia, os dois ingressos custam menos que o cartão. O Firenze Card também não dispensa a fila: na Uffizi, na Academia, no Palazzo Vecchio e na Capela Brancacci você reserva um horário, sem custo, e é com essa reserva que você passa pela entrada prioritária.

O que dá para fazer de graça em Florença?

Atravessar a Ponte Vecchio a qualquer hora, subir até o Piazzale Michelangelo para o pôr do sol e seguir até San Miniato al Monte, a igreja românica acima da praça, onde a entrada é gratuita. De segunda a sábado você também pode entrar na catedral sem ingresso, mas aos domingos ela fica fechada para visitantes. No primeiro domingo do mês, a entrada é gratuita para todos nos museus estatais da Itália, entre eles a Galeria Uffizi, a Galeria da Academia, o Museu do Bargello, as Capelas Mediceias, o Museu de San Marco e o Palácio Pitti com o Jardim de Boboli. O próximo desses domingos cai em 6 de dezembro de 2026. Menores de 18 anos entram de graça nesses museus em qualquer dia, e no Palazzo Vecchio também. A entrada gratuita do primeiro domingo do mês não vale para o Palazzo Vecchio, para Santa Croce nem para Santa Maria Novella.

O que fecha em Florença às segundas-feiras?

A Galeria Uffizi, a Galeria da Academia, o Museu do Bargello, as Capelas Mediceias, o Museu de San Marco e o Palácio Pitti. Às segundas-feiras você ainda pode entrar na catedral e subir a cúpula. O Palazzo Vecchio, San Lorenzo, Santa Croce, Santa Maria Novella, a Capela Brancacci e Fiesole abrem nesse dia, assim como o Jardim de Boboli, exceto na primeira e na última segunda-feira do mês.

É preciso reservar o Duomo, a Uffizi e a Academia?

Para a cúpula, sim: toda subida tem horário marcado, o ingresso é nominal e o horário não pode ser alterado, mas para entrar na catedral não é preciso reservar nada. Na Uffizi e na Academia a reserva não é obrigatória, mas fixa o horário da sua entrada, e a Academia avisa que a espera sem reserva pode ser longa. Com o Firenze Card você precisa reservar as duas, sem custo: a Uffizi pela internet ou por telefone, a Academia por telefone ou numa bilheteria.

Atualizado em: