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Veneza

Veneza

O que fazer em Veneza

A Basílica de São Marcos, o Palácio Ducal e o campanário que Veneza reconstruiu em 1912 dividem uma só praça, e o resto da cidade se alcança a pé ou de barco.

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A Praça São Marcos reúne três das grandes atrações de Veneza: a Basílica de São Marcos, de mosaicos dourados, o Palácio Ducal, onde se governava a antiga República, e o campanário em frente, com elevador até o topo. Da praça você vai a pé até a Ponte de Rialto e seu mercado, desce o Grande Canal no vaporetto da linha 1 e pega um barco para Murano e Burano. O Venezia Unica City Pass, na versão All Venice, inclui o Palácio Ducal, a Querini Stampalia e os museus da prefeitura, de Ca' Rezzonico ao Museu do Vidro, em Murano.

O Grande Canal atravessa Veneza da estação ferroviária até São Marcos, com as atrações nas duas margens, espalhadas pelos bairros antigos, os sestieri. Em volta da Praça São Marcos estão a basílica, o campanário e o Palácio Ducal, com o La Fenice e o Fortuny a uma curta caminhada, a oeste e a Querini Stampalia a leste, em Castello. Depois da Ponte de Rialto, San Polo e Santa Croce têm o mercado, três museus municipais e a casa de Goldoni, enquanto Dorsoduro, mais adiante na mesma margem, tem Ca' Rezzonico e a Peggy Guggenheim. Murano e Burano são ilhas da laguna, a uma viagem de barco de Fondamente Nove, na orla norte da cidade.

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Mapa do que fazer em Veneza

Descrito nesta página

O Grande Canal na linha 1 do vaporetto

A fachada de mármore branco da Ca' d'Oro sobre o Grande Canal, com duas galerias de arcos rendilhados acima de uma arcada aberta ao nível da água
A Ca' d'Oro, um dos palácios pelos quais a linha 1 passa no Grande Canal Foto: Wolfgang Moroder, CC BY 3.0

O que fazer em Veneza começa pela chegada. Os ônibus do aeroporto e do continente param no Piazzale Roma: dali, Veneza se percorre a pé ou de barco. O primeiro barco a pegar é a linha 1 do vaporetto, o ônibus aquático de Veneza, que faz todo o Grande Canal do Piazzale Roma e da estação ferroviária até São Marcos, parando numa margem e depois na outra. O trajeto leva até 45 minutos, entre palácios dos dois lados, e passa por baixo da Ponte de Rialto.

De dia passa um barco a cada 10 minutos, mais ou menos, mas os barcos lotam. Rick Steves, autor americano de guias de viagem, sugere pegar um barco vazio na estação no fim do dia. Nenhum dos passes de atrações inclui o vaporetto, por isso você precisa de um bilhete próprio: nosso passe ACTV de 1 dia custa € 30 e só começa a contar na primeira validação. Para as outras linhas, os passes mais longos e a regra de bagagem, veja como funciona o vaporetto.

Se você vier só por um dia na próxima primavera ou no próximo verão europeu, leia sobre a taxa de acesso de Veneza: ela não está sendo cobrada agora, volta a valer em 72 datas entre 26 de março e 15 de agosto de 2027, e quem dorme em Veneza não paga.

Praça São Marcos (Piazza San Marco)

A Praça São Marcos, com a longa fachada de arcadas das Procuratie Nuove à direita e o Campanário de São Marcos, de pináculo verde, à esquerda
A Praça São Marcos, com as arcadas das Procuratie Nuove Foto: Wolfgang Moroder, CC BY-SA 3.0

Desça da linha 1 em San Marco e a praça fica a poucos passos. A Basílica de São Marcos ocupa o lado leste, com o campanário à frente, enquanto o Palácio Ducal se estende pela Piazzetta, a praça menor que se abre para a água. Os prédios com arcadas nos dois lados compridos são as Procuratie, e é sob os arcos das Procuratie Nuove que o Caffè Florian serve café desde 1720. A Ala Napoleônica fecha o lado oposto.

A praça é de acesso livre a qualquer hora e fica mais tranquila ao amanhecer e nos dias de inverno. As regras de Veneza pedem que ninguém se sente no chão para comer: um piquenique em local público pode custar multa de € 100 a € 200, e alimentar os pombos, até € 500.

Quando a acqua alta, a maré alta, inunda a praça, montam passarelas elevadas, e um painel ao pé do campanário mostra o nível da água ao vivo, com a previsão das horas seguintes.

Basílica de São Marcos

A nave da Basílica de São Marcos, com arcos e cúpulas cobertos de mosaicos de fundo dourado e o Cristo Pantocrator na abside
Os mosaicos de São Marcos, vistos da galeria superior Foto: Zairon, CC BY-SA 4.0

São Marcos foi a capela particular dos doges, construída ao lado do palácio deles, e só virou catedral de Veneza em 1807. Seus mosaicos, iniciados na década de 1070, cobrem as cúpulas, os arcos e as paredes sobre um fundo dourado. Atrás do altar-mor fica a Pala d’Oro, um retábulo gótico de prata dourada incrustado com 1.927 gemas. No andar de cima, o museu guarda os quatro cavalos de bronze originais trazidos de Constantinopla em 1204, ao lado do terraço sobre a praça.

Toda visita tem ingresso nominal e uma faixa de 30 minutos para a entrada: no percurso entre cordas, você tem até 20 minutos na igreja e 10 na Pala d’Oro. Aos domingos e feriados, a basílica só abre para visitantes a partir das 14h. A equipe da porta barra quem está com ombros descobertos, de bermuda ou com bolsa maior que 40 × 30 × 20 cm; malas de rodinhas nunca entram.

A basílica não permite a revenda do ingresso avulso, por isso os nossos vêm com um serviço a mais: um anfitrião que leva você para dentro ou um guia que explica o que você vê. Os dois passes de museus de Veneza, o Venezia Unica City Pass e o Venice Museum Pass, deixam a basílica de fora. Dois pacotes da Tiqets, a empresa que emite os nossos ingressos, reúnem a basílica com o Palácio Ducal e têm nomes que diferem por uma única palavra: o Venice Pass, com três ingressos, e o The Venice Pass, com quatro partes.

Campanário de São Marcos

A vista para o sul do topo do campanário, do outro lado da água, até San Giorgio Maggiore e a Giudecca, com barcos cruzando a laguna
Do topo do campanário, até San Giorgio Maggiore Foto: Zairon, CC BY-SA 4.0

A torre de sinos em frente à basílica tem 98,6 metros até a ponta do anjo, com um elevador que leva você ao topo em cerca de 30 segundos. Você sai na câmara dos sinos, entre os cinco sinos, com a basílica e a praça logo abaixo e a laguna em volta, até a ilha de San Giorgio Maggiore.

A torre em que você sobe não é a antiga. Aquela desabou sobre si mesma em 14 de julho de 1902, com a praça evacuada e sem feridos, e Veneza a reconstruiu “como era e onde era”, reabrindo-a no Dia de São Marcos de 1912. A torre abre todos os dias a partir das 9h30. Como o elevador é pequeno, a fila cresce na alta temporada: vá logo cedo. O campanário tem ingresso próprio, separado do da basílica: nem os dois passes nem os dois pacotes o incluem.

Palácio Ducal e Ponte dos Suspiros

A Ponte dos Suspiros, branca e fechada, sobre o Rio di Palazzo, entre o Palácio Ducal e as Novas Prisões, com uma gôndola passando por baixo
A Ponte dos Suspiros, vista da Ponte della Paglia Foto: kallerna, CC BY-SA 4.0

O Palácio Ducal, ao lado da basílica, na Piazzetta, foi a sede da República de Veneza. Ali morava o doge, o governante eleito para a vida toda, e ali se reuniam os conselhos e os tribunais da República. O percurso leva você ao Salão do Grande Conselho, de 53 metros de comprimento, onde o Paraíso de Tintoretto cobre a parede atrás do trono, e pela Ponte dos Suspiros até as Novas Prisões. A ponte ganhou o nome no período romântico, pelo último olhar dos prisioneiros para a laguna através das janelinhas gradeadas. De fora, dá para vê-la de graça da Ponte della Paglia, na orla.

Com horário marcado no ingresso, você entra a partir das 9h, quando o palácio abre; um ingresso sem horário só dá acesso a partir das 12h. O palácio abre todos os dias. A mesma entrada leva você, do outro lado da praça, à Ala Napoleônica, onde o Museu Correr guarda uma Pietà de Antonello da Messina, a única obra dele que resta na cidade. Dali o percurso segue pelo Museu Arqueológico até a Biblioteca Marciana, que o arquiteto Jacopo Sansovino construiu a partir de 1537 para abrigar os cerca de mil manuscritos que um cardeal tinha doado à cidade.

Os dois passes e os dois pacotes incluem o palácio. O Museum Pass e o City Pass All Venice dão acesso também a todos os museus municipais mais abaixo nesta página, do Fortuny a Ca’ Rezzonico. Veja em Venice Pass e passes de museus de Veneza como os quatro se comparam e qual serve para a sua lista.

Passeio de gôndola

Gôndolas com passageiros se cruzando no estreito Rio di San Luca, entre velhas paredes de tijolo e pedra
Duas gôndolas se cruzando no Rio di San Luca Foto: Nan Palmero from San Antonio, TX, USA, CC BY 2.0

As gôndolas passam sob a Ponte dos Suspiros: é por ali que vai um dos nossos passeios. Nossos passeios compartilhados saem de um ponto a uma curta caminhada da Praça São Marcos, com 15 a 20 minutos em terra, uma introdução à gôndola e uma visita à Galeria da Gôndola. Depois você se acomoda ao lado de até quatro outros passageiros por 30 minutos na água. No passeio clássico, o gondoleiro percorre os canais estreitos antes de sair no Grande Canal.

Já o passeio da Ponte dos Suspiros segue para a Bacia de São Marcos, em frente ao Palácio Ducal, e volta por baixo da ponte. Para um casal ou uma família, uma gôndola privativa leva até cinco pessoas a partir do ponto de Santa Maria del Giglio, em frente ao hotel Gritti Palace, sem introdução em terra. Nos dois pacotes da Tiqets, o passeio de gôndola é uma das opções, no lugar do barco para as ilhas.

Em qualquer passeio, o barco é preto, cor de todas as gôndolas desde uma lei contra o luxo de 1562, e tem o lado esquerdo 23 centímetros mais largo, porque o gondoleiro rema à direita com um único remo.

Fundação Querini Stampalia

A pintura de Gabriel Bella da regata feminina no Grande Canal, com mulheres remando barcos esguios diante da Alfândega e da igreja da Salute
A regata feminina de Gabriel Bella no Grande Canal Foto: Didier Descouens, CC BY-SA 4.0

A leste da praça, junto ao Campo Santa Maria Formosa e perto da parada San Zaccaria, a Querini Stampalia é o palácio que o último conde Querini Stampalia deixou para uso público em 1869. No andar de cima, os aposentos da família continuam como casa-museu, com a Apresentação no Templo, de Giovanni Bellini, trinta quadros da vida veneziana de Pietro Longhi e uma sala inteira com as procissões e festas de Gabriel Bella.

No térreo, o arquiteto Carlo Scarpa remodelou a entrada e o jardim entre 1959 e 1963, e deixou a maré alta entrar de propósito, por grades na porta d’água, para canais internos. Menores de 18 anos entram de graça, o ingresso vale o dia todo e o museu fecha às segundas-feiras.

É o único lugar desta página em que os dois passes de museus se diferenciam: o City Pass o inclui, tanto na versão All Venice quanto na San Marco, e o Museum Pass não.

Teatro La Fenice

A Sala Grande das Sale Apollinee, um salão de baile vazio com piso de parquê em estrela, espelhos dourados e lustres de cristal
A Sala Grande, nas Sale Apollinee do La Fenice Foto: Pietro Tessarin, CC BY-SA 4.0

Do outro lado da praça, a cerca de 300 metros a oeste, no Campo San Fantin, o Teatro La Fenice é a casa de ópera onde Rigoletto e La traviata, de Verdi, estrearam. Fenice quer dizer fênix, e o teatro queimou e renasceu duas vezes: em 1836 e em 1996, quando dois eletricistas puseram fogo para evitar uma multa por atraso nas obras.

De dia você percorre o teatro com um audioguia no celular, pelo foyer, pela plateia, pelo camarote real, construído pela primeira vez para Napoleão, e pelas Sale Apollinee, os salões de recepção. O teatro abre para visitantes todos os dias, nos intervalos entre ensaios e espetáculos, mas em algumas tardes fecha já às 13h: vá de manhã. Nenhum dos passes de Veneza que vendemos o inclui.

Se você preferir ouvir uma ópera lá, a temporada 2026-27 abre com Fedora em 13 de novembro. Toda ópera tem legendas em inglês.

Museu Fortuny

A sala do Jardim de Inverno no Museu Fortuny, com as paredes cobertas pelo ciclo de painéis redondos com figuras pintado por Fortuny, acima de um sofá baixo
O Jardim de Inverno, pintado pelo próprio Fortuny Foto: Nicola Quirico, CC BY-SA 4.0

A poucos passos do La Fenice, no Campo San Beneto, fica o palácio gótico onde Mariano Fortuny morou e manteve seu ateliê. Fortuny, pintor, designer e inventor nascido em Granada, estampava seus tecidos aqui e, com Henriette Nigrin, mais tarde sua mulher, criou o Delphos, um vestido de seda finamente plissada. O primeiro andar é a casa dele, com paredes que ele mesmo pintou. No segundo, cada ateliê ainda tem suas ferramentas, até as primeiras versões das suas luminárias.

O museu abre às segundas-feiras, quando os museus municipais do outro lado do canal, em Santa Croce, estão fechados, e fecha às terças-feiras. Até 22 de novembro o ingresso dá acesso a Dreamers, a mostra do escultor austríaco Erwin Wurm no térreo.

Ponte de Rialto

O arco de pedra branca da Ponte de Rialto visto do Grande Canal, com gente ao longo da balaustrada e palácios nas duas margens
A Ponte de Rialto, vista da água Foto: Barnos, CC BY-SA 4.0

Do Fortuny são cerca de 400 metros até a Ponte de Rialto, a mais antiga das quatro pontes sobre o Grande Canal. Antonio da Ponte a construiu em pedra entre 1588 e 1591, num único arco sobre a água, onde antes havia pontes de madeira. Duas rampas de degraus sobem a um pórtico no alto, com três passagens entre fileiras de lojinhas.

Atravessar não custa nada. Como de dia a ponte fica lotada, a vista do canal para os dois lados se aproveita melhor logo cedo ou no fim do dia. As linhas 1 e 2 param ao pé da ponte, de 5 a 10 minutos a pé de São Marcos.

Mercado de Rialto

A Pescaria, o pavilhão do mercado de peixe de Rialto, vista do Grande Canal, com cortinas vermelhas nos arcos de tijolo e uma loggia aberta de colunas brancas acima
A Pescaria, o pavilhão do mercado de peixe no Grande Canal Foto: Wolfgang Moroder, CC BY-SA 3.0

Do outro lado da ponte, já em San Polo, as bancas do Mercado de Rialto se espalham em volta da pequena igreja de San Giacometto, onde os venezianos compram e vendem há quase mil anos. As bancas de frutas e legumes abrem de segunda a sábado; as de peixe (boa parte vem da laguna), de terça a sábado, sob os arcos da Pescaria, o pavilhão do mercado à beira da água. Chegue até as 8h, quando a pesca da manhã está exposta.

Em volta do mercado, os bacari, os pequenos bares de vinho de Veneza, servem cicchetti, petiscos para comer com uma taça. A linha 1 tem aqui uma parada própria, Rialto Mercato. Da Ca’ d’Oro, na outra margem, o traghetto, uma gôndola remada por dois gondoleiros que faz as vezes de balsa, atravessa direto até o mercado por € 2.

Museu de História Natural, Palazzo Mocenigo e Ca’ Pesaro

O esqueleto montado de um Ouranosaurus nigeriensis, com longos espinhos ao longo do dorso, nas salas de paleontologia do Museu de História Natural de Veneza
O Ouranosaurus, trazido do Saara em 1973 Foto: DagdaMor, CC BY 4.0

Mais adiante na mesma margem, perto da parada San Stae da linha 1, três dos museus municipais ficam a cerca de 250 metros um do outro, em Santa Croce. Os três fecham às segundas-feiras. De outubro a maio o Museu de História Natural abre às 9h, uma hora antes dos outros dois: se você passar a manhã por aqui, comece por ele.

O museu ocupa o Fontego dei Turchi, um palácio do século 13 onde os mercadores turcos eram obrigados a morar e comerciar de 1621 a 1838. Uma baleia-fin de quase 20 metros pende sobre o térreo. Dois andares acima fica um Ouranosaurus, um dinossauro de mais de sete metros que uma expedição veneziana trouxe do Saara.

Frascos de perfume de vidro e uma tela sensível ao toque sobre uma mesa de exposição numa das salas de perfume do Palazzo Mocenigo
Uma das seis salas de perfume do Palazzo Mocenigo Foto: Alex Sirac, CC BY 4.0

A uma curta caminhada dali, o Palazzo Mocenigo, o museu municipal de tecidos, trajes e perfumes, pertenceu a um ramo dos Mocenigo, família que deu sete doges a Veneza. O andar nobre mostra como vivia uma família patrícia, com manequins em casacos e vestidos do século 18 sob forros com afrescos de 1787, pintados para um casamento dos Mocenigo, e com vidro veneziano posto na mesa de jantar. Outras seis salas são dedicadas ao perfume.

Um palanquim japonês de dama em laca preta e dourada no Museu de Arte Oriental de Ca' Pesaro
Um palanquim de dama de cerca de 1790, no Museu de Arte Oriental de Ca' Pesaro Foto: Sailko, CC BY-SA 4.0

Logo adiante, no Grande Canal, fica Ca’ Pesaro, um palácio barroco de Baldassare Longhena, o arquiteto da igreja da Salute, com dois museus dentro. A galeria de arte moderna tem O Pensador, de Rodin, e O Rabino de Vitebsk, de Chagall. O Museu de Arte Oriental, no último andar, abre com armaduras de samurai e lacas do Japão da era Edo. Por enquanto o segundo andar tem as pinturas de Jenny Saville, sem custo extra, até a mostra fechar em 22 de novembro.

Casa de Carlo Goldoni

O teatro de marionetes da Casa Goldoni, um palco verde e dourado com as cortinas abertas e marionetes dispostas nele
O teatro de marionetes Grimani ai Servi, na Casa Goldoni Foto: Sailko, CC BY 3.0

Mais para dentro de San Polo, perto da parada San Tomà da linha 1, a Casa Goldoni é a casa gótica onde nasceu, em 1707, Carlo Goldoni, o veneziano que escreveu O Servidor de Dois Patrões. Uma escada aberta sobe pela parede do pátio até salas montadas com cenas de suas comédias. A última guarda o teatro de marionetes dos Grimani ai Servi, que o museu chama de o mais famoso da Veneza do século 18, com as marionetes originais.

A visita é curta, de meia hora a 45 minutos, e a casa abre das 10h às 16h todos os dias, menos às quartas-feiras.

Ca’ Rezzonico

O teto Alegoria Nupcial, de Giambattista Tiepolo, com o casal de noivos levado pelo céu no carro de Apolo, puxado por cavalos brancos
A Alegoria Nupcial de Tiepolo, pintada para um casamento dos Rezzonico em 1757 Foto: Didier Descouens, CC BY-SA 4.0

A uma curta caminhada da casa de Goldoni, ainda na mesma margem, Ca’ Rezzonico é o Museu da Veneza do século 18, um palácio no Grande Canal que a prefeitura mobiliou com peças vindas de outros palácios. Os tetos de Giambattista Tiepolo estão sobre a sua cabeça, o longo salão central do segundo andar tem as únicas duas vistas de Canaletto das coleções públicas da cidade, e a Sala Longhi tem mais cenas de Pietro Longhi, com venezianos em casa e passeando.

Por enquanto o salão de baile está coberto de andaimes, sem data de término divulgada: você o atravessa por um corredor, sem ver os afrescos. O resto do museu abre todos os dias, menos às terças-feiras. A linha 1 tem uma parada com o nome do palácio.

Coleção Peggy Guggenheim

O Jardim Mágico, de Paul Klee: casas pequenas, rostos e um disco azul profundo riscados numa superfície áspera de rosas, ocres e cinzas
O Jardim Mágico (1926), de Paul Klee, na coleção de Peggy Guggenheim Foto: Paul Klee, Public domain

Depois da ponte da Accademia, entre ela e a igreja da Salute, a arte moderna de Peggy Guggenheim está na casa onde ela morou, o Palazzo Venier dei Leoni, um palácio no Grande Canal cuja construção parou no primeiro dos cinco andares planejados. Peggy, colecionadora americana que deu a Jackson Pollock sua primeira individual em Nova York, encheu a casa de Picasso, Pollock, Magritte, Max Ernst, Brancusi e Kandinsky. O Anjo da Cidade, de Marino Marini, está no terraço sobre o canal, e as cinzas dela repousam no jardim de esculturas.

Como é um museu privado, nem o City Pass nem o Museum Pass o incluem. Os horários de entrada podem esgotar: é mais seguro chegar já com ingresso. Assim como Ca’ Rezzonico, fecha às terças-feiras. Pela água, a linha 1 para em Accademia e em Salute, mas a entrada é por terra, em Dorsoduro 701.

Murano e Burano

Um mestre vidreiro numa oficina de Murano retirando vidro derretido da boca incandescente do forno com uma longa cana de sopro
Colhendo vidro num forno de Murano Foto: Jean-Pol GRANDMONT, CC BY 4.0

O último passeio é pela laguna, ao norte da cidade, onde Murano e Burano mantiveram cada uma um ofício. Murano faz vidro desde que uma lei do século 13 mudou os fornos de Veneza para lá. Burano, a ilha das casas pintadas, faz renda só com agulha e linha. Torcello, a cinco minutos de Burano pela linha 9, tem uma catedral fundada em 639, com um Juízo Final em mosaico.

Nossos passeios de barco levam de 4 a 4h30, com uma demonstração de sopro de vidro num dos fornos particulares de Murano, não no Museu do Vidro. Um deles segue até Torcello. O tempo em terra é curto nesse passeio: cerca de 20 minutos em Murano, 50 em Burano e 30 em Torcello. Por conta própria, você pega a linha 12 do vaporetto, que sai de Fondamente Nove, na orla norte da cidade, para Murano e depois Burano, aonde chega em 41 minutos. O passe ACTV de 1 dia vale para essa linha.

O Museu do Vidro, em Murano, abre todos os dias, e o Museu da Renda, em Burano, fecha às segundas-feiras. Os passes de museus incluem os dois museus; os dois pacotes da Tiqets, um dos passeios de barco.

Incluído em parte no Venice Museum Pass

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Perguntas frequentes

Qual é a principal atração de Veneza?

A Praça São Marcos, com a Basílica de São Marcos e o Palácio Ducal lado a lado. As cúpulas da basílica são cobertas de mosaicos sobre fundo dourado, e toda visita tem ingresso com horário marcado; o palácio leva você pelo Salão do Grande Conselho e pela Ponte dos Suspiros. Depois de ver a praça, siga até a Ponte de Rialto e desça o Grande Canal no vaporetto da linha 1.

O que dá para fazer em Veneza em um dia?

Comece pelo Mercado de Rialto de manhã, com as bancas cheias, depois atravesse a Ponte de Rialto e ande de 5 a 10 minutos até a Praça São Marcos para ver a Basílica de São Marcos e o Palácio Ducal, os dois em horários que você reserva. No fim da tarde, pegue a linha 1 e percorra o Grande Canal inteiro, em até 45 minutos entre São Marcos e a estação ferroviária.

O que dá para fazer de graça em Veneza?

Andar pela Praça São Marcos e atravessar a Ponte de Rialto é gratuito a qualquer hora, assim como passear pelo Mercado de Rialto, com o pavilhão de peixe funcionando de terça a sábado pela manhã. Entrar na Basílica de São Marcos para rezar ou assistir à missa é gratuito, pela Porta dei Fiori, mas a visita exige ingresso. A Querini Stampalia deixa entrar de graça menores de 18 anos, a Peggy Guggenheim, menores de 10, e os museus municipais, crianças de até 5.

O Venezia Unica City Pass vale a pena?

Se a Querini Stampalia estiver na sua lista, além do Palácio Ducal e dos museus municipais, sim: o All Venice, a € 62,90, é o único passe que inclui todos eles. Sem a Querini, o Venice Museum Pass, a € 50, é a nossa escolha para os museus municipais: com ele, a entrada no palácio não fica presa a uma data. Nenhum dos dois inclui a Basílica de São Marcos, o campanário nem o vaporetto. Com o City Pass, a entrada no palácio vale só na data escolhida na compra, a partir das 12h.

O que fecha em Veneza às segundas-feiras?

Ca' Pesaro, Palazzo Mocenigo, o Museu de História Natural, a Querini Stampalia e o Museu da Renda, em Burano. Ainda sobram para uma segunda-feira o Palácio Ducal, a Basílica de São Marcos, o campanário, Ca' Rezzonico, o Fortuny, a casa de Goldoni, a Peggy Guggenheim e o Museu do Vidro, em Murano. Ca' Rezzonico, o Fortuny e a Peggy Guggenheim fecham às terças-feiras.

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