Nápoles · Campania Artecard
Gallerie d'Italia de Nápoles
O último quadro que Caravaggio pintou, semanas antes de morrer, voltou a Nápoles em 2025 para uma sala e uma iluminação só dele.
O percurso do primeiro andar da Gallerie d'Italia, em Nápoles, abre com o Martírio de Santa Úrsula, de Caravaggio, de 1610, a última tela que ele pintou. O museu pertence ao grupo bancário Intesa Sanpaolo e ocupa o antigo Banco di Napoli, na Via Toledo. De Santa Úrsula, o acervo percorre três séculos de pintura em Nápoles e no sul até o escultor Vincenzo Gemito, e outros dois percursos mostram mais de 500 vasos gregos e a arte italiana do século 20. Menores de 26 anos entram de graça.
Ingressos da Gallerie d’Italia de Nápoles e quem entra de graça
A Gallerie d’Italia de Nápoles vende os próprios ingressos, on-line e no balcão do hall de entrada, e recomenda reservar, embora não seja obrigatório. O ingresso custa € 8, ou € 4 com desconto, e uma longa lista de visitantes não paga nada, a começar por todos os menores de 26 anos.
Quem paga quanto
- Ingresso comum
- € 8
- Com desconto, € 4
- Maiores de 65 anos, grupos de mais de 15 pessoas, portadores do Campania Artecard 365 Gold, sócios do Touring Club e de associações semelhantes, e quem tiver um ingresso com menos de um ano de outra Gallerie d'Italia ou de um museu parceiro
- Entrada gratuita
- Menores de 26 anos (menores de 12 com um adulto), visitantes com deficiência e um acompanhante, clientes do Intesa Sanpaolo
- Entrada gratuita para todos
- O primeiro domingo do mês
A partir de 6 de novembro o museu tem uma nova exposição, Angelica e Élisabeth. L’età delle donne pittrici, sobre a época das mulheres pintoras, em cartaz até 7 de março de 2027, pelos mesmos preços do museu.
O Martírio de Santa Úrsula, a última pintura de Caravaggio
Caravaggio terminou o Martírio de Santa Úrsula em maio de 1610, poucas semanas antes de morrer. Hoje a tela abre o percurso do primeiro andar. Uma limpeza feita em Nápoles pelas restauradoras Laura Cibrario e Fabiola Jatta devolveu à vista três figuras, e o quadro está agora numa moldura que mantém o clima estável.
A pintura voltou a Nápoles em 1º de agosto de 2025, depois de um período emprestada, com Roma entre as paradas, e foi para uma sala nova com iluminação própria. Na escadaria, Jacopo Foggini acrescentou uma instalação, La Nuvola e l’ombra, “a nuvem e a sombra”.
Três percursos: pintura napolitana, vasos gregos e o século 20
O percurso do primeiro andar, Da Caravaggio a Gemito, acompanha a pintura em Nápoles e no sul dos anos 1600 ao início dos 1900. Depois de Santa Úrsula vêm Sansão e Dalila, de Artemisia Gentileschi, o Rapto de Helena, de Luca Giordano, três telas de Bernardo Cavallino e um Judite e Holofernes de Louis Finson que copia um Caravaggio perdido. O percurso chega ao século 19 com paisagens da escola de Posillipo e as esculturas e desenhos de Vincenzo Gemito.
Os outros dois percursos vão em direções opostas no tempo. Um mostra a coleção Caputi, mais de 500 vasos de Atenas e da Magna Grécia, as colônias gregas do sul da Itália, feitos entre os séculos 5 e 3 a.C., encontrados em Ruvo di Puglia e expostos completos pela primeira vez. O outro, Vitalità del tempo, é o século 20, de Lucio Fontana e Alberto Burri a Piero Manzoni e Jannis Kounellis.
O Artecard na Gallerie d’Italia e os outros Caravaggios de Nápoles
O Campania Artecard de 7 dias tem o museu entre os cinco locais incluídos, já o 365 Gold dá direito ao ingresso com desconto de € 4. Se você tiver menos de 26 anos, aqui nem precisa de cartão. O Artecard também ajuda com os outros dois Caravaggios de Nápoles: o Museu de Capodimonte, com a Flagelação, está incluído, já o Pio Monte della Misericordia, com as Sete Obras de Misericórdia, dá desconto a quem tem o cartão. Os outros cartões estão em Naples Pass e os passes de Nápoles.
Horário da Gallerie d’Italia e o antigo banco da Via Toledo
O museu fecha às segundas-feiras e fica aberto até mais tarde nos fins de semana: das 10h às 19h de terça a sexta, e das 10h às 20h aos sábados e domingos, com última entrada uma hora antes do fechamento. O guarda-volumes do térreo é gratuito, e há livraria e um bistrô, o Luminist, do chef Giuseppe Iannotti. Para o audioguia, use o app do museu, que sabe em que sala você está.
O prédio é o antigo Banco di Napoli, projetado por Marcello Piacentini a partir do fim de 1938 e inaugurado em 9 de maio de 1940, depois de 13 meses de obras. Ele ocupa parte do antigo complexo de San Giacomo que o vice-rei espanhol Pedro de Toledo começou em 1534. Michele De Lucchi transformou o edifício na Gallerie d’Italia, inaugurada em 2022. Alguns guias ainda mandam o visitante ao Palazzo Zevallos Stigliano, ali perto, sede do museu até 2022.
Via Toledo 177: o metrô, o funicular e os ônibus
A linha 1 do metrô tem duas estações perto, Toledo e Municipio; a Funicolare Centrale para em Augusteo, e os ônibus E6 e R2 em Teatro San Carlo. O museu tem serviço próprio de acessibilidade, em napoliaccessibile@gallerieditalia.com, e há trocadores de bebê.
Ingressos
Os ingressos mais procurados em Nápoles e arredores
Os que os outros visitantes mais reservam.
As pessoas também perguntam
Perguntas frequentes
Onde ver Caravaggio em Nápoles?
Em três lugares: aqui, na Gallerie d'Italia, com o Martírio de Santa Úrsula, sua última pintura; no Pio Monte della Misericordia, com as Sete Obras de Misericórdia sobre o altar; e no Museu de Capodimonte, com a Flagelação.
A entrada na Gallerie d'Italia de Nápoles é gratuita?
Para quem tem menos de 26 anos, todos os dias, e para todos no primeiro domingo do mês. Nos outros casos, o ingresso custa € 8, ou € 4 com desconto.
A Gallerie d'Italia abre às segundas-feiras?
Não, fecha às segundas-feiras. De terça a sexta abre das 10h às 19h, e nos fins de semana das 10h às 20h, com última entrada uma hora antes do fechamento.
A Gallerie d'Italia fica no Palazzo Zevallos Stigliano?
Não mais. O Palazzo Zevallos Stigliano foi sua sede de 1999 a 2022; desde 2022 o museu ocupa o antigo Banco di Napoli, na Via Toledo 177, ali perto.
Que quadros famosos há na Gallerie d'Italia de Nápoles?
Antes de tudo o Martírio de Santa Úrsula, de Caravaggio; depois Sansão e Dalila, de Artemisia Gentileschi, o Rapto de Helena, de Luca Giordano, e Judite e Holofernes, de Louis Finson, cópia de um Caravaggio perdido.




